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Malhando com Ódio - Semana 3 e 4

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Algo incrível aconteceu. E o mais incrível ainda é que tem a ver com a rotinha de exercícios. Estou escrevendo algumas aulas voltada para escrita criativa. Desde o começo do mês resolvi investir nas minhas habilidades em comunicação e roteiros e estou montando uma série de aulas para a mentoria. As primeiras aulas foram voltadas para o autoconhecimento e como isso ajuda no storytelling, em como nos conectamos pela emoção com os leitores. Para dar exemplos disso, contei sobre minha infância. Eu fui a primeira criança da minha geração na minha família. Até meus três anos eu era muito paparicada, era a lindinha, a gracinha. Me davam muitos presentes e até ganhei um cachorrinho. Era tudo lindo até quando fiz quatro anos e minha irmã nasceu. Ela nasceu o meu oposto: loirinha, com o cabelo liso, bochechas vermelhinhas. Eu, tinha meu cabelo cheio, alto, parecia a Cher ou Gal Costa, branca feito um fantasma. Se fosse apenas a aparência, acho que teria sido menos traumático, mas ela nasce...

"Namastê, Porra!": Minha Jornada de Autoconhecimento e Descrença

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 Hoje eu vim compartilhar com vocês uma experiência única  que tive ao escrever o livro "Namastê, Porra!". Sim, esse é o nome mesmo, e vocês vão entender o porquê! Preparem-se para embarcar na minha jornada de autoconhecimento, cheia de sarcasmo e reflexões. Me envergonho de ter entrado em um relacionamento abusivo, mas me senti aliviada ao conseguir sair dele. O esforço e o desgaste para sair de uma armadilha dessa é quase incapacitante. Eu me vi sem amigos, com pessoas tomando cuidado ao falar comigo, percebendo minha confusão mental e fragilidade depois de muitos anos de gaslight e abuso financeiro e psicológico.  Eu saí do relacionamento, mas não sabia mais quem era, não tinha com quem conversar e não sabia para qual lado ir para me reerguer. Inconscientemente, eu busquei algumas terapias (por conta de ansiedade e ataques de pânico) que me ajudaram a entrar em contato comigo mesma e me reencontrar demais de um turbilhão de emoções desconexas.  Eu não sou uma pess...

Malhando com Ódio - A segunda Semana

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  Dia 8 Como esperado não consegui colocar os pés na academia hoje. Acumulei uma demanda muito grande de clientes e hoje era a data limite para atendê-los. Como deixei tudo friamente calculado, hoje seria dia de descanso dos músculos e deveria fazer apenas um aeróbico. Segundo o detector de passos do meu celular, andei  onze quilómetros e trezendo metros durante as vistorias. Nada muito puxado se levar em consideração que essa distância foi diluída entre as 8h até as 17h. Enquanto sentei no ônibus para cobrir a maior distância entre Itaquera e São Mateus, aproveitei para almoçar um pão com ovo, afinal, o orçamento está apertado e não teria tempo para sentar e comer um prato feito em algum restaurante de higiene duvidosa. Não que comer um lanche no ônibus seja um exemplo sanitário. Comendo meu modesto pãozinho e pensando na quantidade de proteína que estava ingerindo (não faço idéia se está certo para o treino) me veio a voz do meu pai. Do nada. Ecoando na minha cabeça ...

Lições Aprendidas

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Hoje, sinto a necessidade de reiniciar minha vida. Pouco antes da pandemia, enquanto me aventurava no mundo da arquitetura e urbanismo, ouvi de pessoas próximas e queridas que eu tinha muito talento para o meu trabalho. Diziam que eu poderia "vencer na vida" sendo arquiteta, afinal, era honesta e sempre faria tudo certinho. No entanto, meu ramo de trabalho envolvia a aprovação de projetos na prefeitura e eu sempre me deparava com funcionários públicos corruptos que pediam dinheiro para "acelerar" a aprovação dos projetos. Sempre neguei e meus processos demoravam ANOS para ter algum andamento. Sempre me senti injustiçada por não ceder ao esquema de corrupção. Meus clientes ficavam insatisfeitos com a demora e eu me sentia a pior profissional do mundo. Sentia-me sobrecarregada com a quantidade de trabalhos paralisados e não pegava novos projetos até que os anteriores fossem liberados. Até que surgiu uma garota que me propôs uma sociedade. Eu faria as plantas e ela fic...

Nunca Abra a Mão da Liberdade de Ser quem Você é.

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Eu acredito que devemos ser livres para fazer o que gostamos. Sou a favor de rever nossa rotina e focar no que nos dá prazer e diminuir o volume daquilo que nos causa algum tipo de atrito. Sei que isso é um ponto de vista que poucas pessoas podem ter, pois a maioria das pessoas em nossa sociedade não tem a possibilidade de escolher com o que vai trabalhar ou se vai conseguir trabalhar. Somos poucos e somos muito privilegiados por ter a consciência do lugar em que ocupamos. Penso que rever nossa relação com o trabalho é uma maneira de contribuir para que toda a cadeia produtiva mude, começando conosco: poucas privilegiadas que questionam sua própria felicidade. No meu ponto de vista, quando as mulheres não aceitarem mais cargas horárias massacrantes, jornadas triplas (trabalho, mãe e dona de casa) e se voltarem para seus projetos pessoais, elas vão poder inspirar outras mulheres a se olharem também. Isso não é só uma falácia do movimento feminista, afinal, todes passam por isso. Ir cont...

Malhando com Ódio - A primeira semana

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  Dia 1 Fiz a matrícula com pouca disposição. Fui em uma academia que é relativamente perto de casa e espero que a distância não me desmotive. Escolhi esse local específico por ser famoso por ter pessoas empenhadas com a malhação. Talvez olhar a bunda durinha de uma blogueira fitness vinte anos mais nova me motive pela inveja. Não tenho certeza. Ao chegar fui encaminhada para a sala dos iniciantes. Muitos velhinhos e adolescentes que estavam claramente precisando de ajuda. Só não me senti constrangida porque o professor me deu bastante atenção, perguntou sobre meus joelhos (um com condromalasia e outro com tendinite) e me passou uma série relativamente leve. Os dez minutos de bike como aquecimento já fizeram minhas coxas gritarem. A carga estava pequena, mas tinha que fazer um certo esforço. Me questionei o quanto estava sedentária logo alí. Os equipamentos de musculação em si eu até lembrava como funcionavam. Também lembrei da sensação degradavel de queimação nos músculos ...

Malhando com Ódio

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  Eu odeio ir para a academia, ir malhar, puxar peso, ficar suando entre um monte de estranhos e ‘perdendo tempo’ ao invés de fazer coisas que gosto e me divertem. Porém, reconheço que malhar tem benefícios, não apenas os estéticos (que, pelo visto devem dar algum retorno, afinal influencers fitness nunca estiveram tão em alta), mas principalmente saindo de uma pandemia os exercícios são essenciais para se recuperar do sedentarismo do home office, do acasulamento social e para quem pegou as doenças, para recuperar os pulmões da melhor forma possível. Continuo não gostando de malhar. Meu recorde de frequência em academia foi de dois anos. Conseguia intercalar entre musculação e natação, conseguia ir três vezes por semana em um horário que tinha apenas eu na academia, assim, tinha atenção do professor e os equipamentos ficavam limpos e sem suor alheio. Porém, na primeira oportunidade de ficar em casa, não hesitei e curti meu sofá por sete anos. Lembro que a Netflix teve uma b...